Quando um país quer ser grande, ele sedia Olimpíada e Copa do Mundo.
Ele usa estabelecimentos construídos em benefício da população. Se algo é feito em que sabem que não será usado depois, isso é pensado. É só ver o Estádio Olímpico que está sendo construído em Londres para a próxima Olimpíada. A cidade já tem vários estádios - cada clube tem um - além da casa da Seleção Inglesa, o Wembley. Mesmo assim o Comitê Olímpico Internacional exige um estádio nos moldes olímpicos. Rico, a Inglaterra pode construir outro. Mas, mesmo rico, sabe que corre risco de virar o famoso elefante branco.
O Estádio Olimpico de Londres usará uma tecnologia desmontável e segura. Para os jogos, terá capacidade de 60 mil pessoas. Após, apenas 25 mil.
O país já tem certeza que muito já se faz pelo povo. Países ricos não estão livres de problemas, mas o básico já se consegue fazer para sua população. Saúde, transporte, educação.
Este país não costuma jogar lixo na rua. Se locomove de forma fácil e segura para ir ao trabalho ou à escola. Quem comete crime é punido com rigor.
Muito mais que respeitar candidatura de X ou Y, como disse Eduardo Paes, rebatendo críticas de madrilenhos, que nada mais são do que verdades, o país que quer ser grande respeita seu cidadão.
Olimpíada e Copa do Mundo correm o risco de perder o encanto. O clima de paz entre torcidas. Pessoas andando pelas ruas despreocupadas, com as caras pintadas, sorrindo e cantando em direção ao estádio ou à arena do evento.
Longe da nossa forma de viver.
Grande parte do Brasil quer a Olimpíada. E, a maioria destes que querem, são iludidos pela imagem de uma cidade melhor, um país melhor.
Os 14,5 bilhões de reais orçados para a Olimpíada resolveria muitos problema imediatos do Rio. Já imaginaram todo esse dinheiro aplicado em educação? Isso sim deixaria um legado por muitos e muitos anos.
Quando um país quer ser grande ele faz por onde sediar os maiores eventos do mundo.
Quando um país é grande, ele sedia Olimpíada e Copa do Mundo.
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